Nunca soube ao certo o que escrever nas primeiras postagens de um blog. Mas o que diferencia essa primeira postagem dos outros blogs que já tive é que dessa vez sei exatamente sobre o que quero escrever e o porquê o quero.
Desde o início de 2013, tenho tido consultas com uma psicanalista uma vez por semana. Com ela consegui enxergar o mundo de uma maneira mais simples e menos destrutiva*. É claro que minha terapeuta não leva todo o crédito por essa tomada de consciência. Sempre tive comigo o desejo de entender e internalizar o tal equilíbrio tao citado e figurado no meu signo solar, Libra. Sempre quis aprender como tornar presente em mim o equilíbrio mente e corpo. Entretanto, durante muito tempo meus medos, traumas e o sentimento de culpa foram os comandantes da minha própria vida. Todas as minhas ações eram baseadas no que acontecera comigo nos últimos anos, desde que vim ao mundo. Era aquela frase chata e persistente que permeava minha mente: "Tô fazendo isso porque sou assim, cresci assim, fui criada assim e assim há de ser." Acreditei por muito tempo que as pessoas, puro e simplesmente, não mudam e não poderiam mudar, que somos assim porque somos assim e blablabla. Quantas vezes já ouvimos "as pessoas nunca mudam", "desista de tentar mudar seu namorado, ele nunca vai mudar". Pura balela! É claro e obvio que a mudança tem que ser proferida por nos, do nosso interior para o exterior. Mas a quantidade de pessoas que passam a vida inteira na tentativa de mudança e não conseguem alcança-la é incontável. (SANTIAGO, 2013) E isto traz consigo o sentimento de fracasso e auto negação. O sen-ti-men-to, a sensação temporal, afinal nada é eterno. No colégio, conheci uma amiga que era espírita, e como sempre tive muita curiosidade sobre o assunto, sempre perguntava para ela algumas doutrinas da religião. Certo dia ela me falou sobre estarmos no mundo para aprender e reconsiderar os erros da nossa vida passada. Aquilo ficou na cabeça por muito tempo: "estamos aqui para aprender, é claro! Nada nunca ficou tão claro pra mim. A vida é realmente uma 'escola temporária da Terra'."
Eis aqui o trecho de um texto interessante que encontrei enquanto escrevia:
"Temos por hábito analisarmos nossos problemas sob os “olhos da carne”(...). E aí vem o sentimento de culpa! Sentimento este altamente destruidor. (...) O sentimento de culpa é estagnante. Por que nos martirizarmos pelos nossos erros se para Deus tudo é aprendizagem? Nosso cérebro foi programado para errar. Essa programação é oriunda de crenças que a vida nos passou através dos dogmas religiosos, da educação e por diversas ocorrências dessa e de vidas passadas. Julgamo-nos falhos, imperfeitos, carregamos remorsos, mágoas, ódios, pois, repito, nosso cérebro foi programado – por nós – para errar. Em contrapartida nossa alma foi programada para acertar. Nossa alma carrega em seu interior nossa essência divina! Nosso cérebro, que nos mostra uma estreita visão de vida, nos diz: “você errou”. Nossa alma, que é essência de Deus em nós, nos diz: “você não errou, você está aprendendo”. (...) Crendo nisso, o encarnado deve pacificar o seu âmago e encarar os fatos do cotidiano com naturalidade. Nada lhe acontece por acaso. Nenhum obstáculo chega à sua frente por engano. Tudo o que o cerca em seu estágio na Crosta terrestre deve ser bem vivido, levando em conta que se trata de um processo para o seu aprendizado e evolução.”" (OLIVEIRA, 2013)
"O termo resiliência quer dizer – em seu significado original, na Física, – o nível de resistência que um material pode sofrer frente às pressões sofridas e sua capacidade de retornar ao estado original sem a ocorrência de dano ou ruptura." (NABUCO, 2013).
Conheci o conceito de resiliência há pouquíssimo tempo, mas me identifiquei de primeira: Como seria maravilhoso conseguir tirar de todas as dificuldades, frustrações e momentos de renegação um aprendizado. Aliás, essa é uma das ideias que sempre teorizei (apesar de ter colocado em prática poucas vezes): tudo na vida é aprendizado; tudo nos vem como ensinamento e depende de nós compreende-los e internaliza-los.
Ainda estou internalizando alguns conceitos importantes, como a resiliência, e estudando muito em livros e blogs que podem ser aliados para a minha mudança pessoal. Um dos mais importantes - e um dos que mais gosto - é o Vida Organizada da fofa Thaís Godinho. No blog ela dá verdadeiros ensinamentos de como organizar a vida, sistematicamente falando. Thaís é uma verdadeira inspiração! O nível de produtividade dessa mulher é uma coisa de louco! Vivo me perguntando "Como ela consegue?!". Foi no seu blog que conheci o "guia de produtividade pessoal e a arte de fazer acontecer" Getting Things Done (GTD), criado pelo americano David Allen. Utilizarei os métodos de organização pessoal apresentados por ele no seu livro como aliado à essas mudanças que pretendo alcançar. O GTD irá me ajudar no modo como coordenar todas as coisas na minha vida. Além disso, com este sistema poderei liberar minha mente para pensar em assuntos criativos e terei controle sobre - quase - tudo que precisar fazer. Outra referência que tive para o desenvolvimento do blog foi o site Mude.nu. A ideia do site é super-hiper interessante: desafiar as pessoas a ter uma vida épica. É isso mesmo que você leu! Funciona da seguinte maneira: o usuário pode escolher encarar diversos desafios, como ser voluntário e perder peso, e para cada um desses há uma série de textos e ferramentas que podem te ajudar a vencer o desafio. André Valongueiro é um dos idealizadores do site e autor do livro - que ainda estou lendo - "Eu, piloto". As experiencias de André o fizeram dedicar-se a projetos que façam as pessoas pilotarem suas próprias vidas.
